quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Já somos ciborgues’


Durante palestra no SXSW, antropóloga Amber Case defente que o computador e o celular já são nossos cérebros externos
Por Redação Link
Durante palestra no SXSW, antropóloga Amber Case defente que o computador e o celular já são nossos cérebros externos
Gi Sakamoto*
Especial para o ‘Link’
AUSTIN – Amber Case é uma jovem de 25 anos com o título de antropóloga ciborgue e fundadora do site Geoloqi.com. Ela já apareceu em diversas publicações como as resvistasForbes e Wired, e foi eleita uma das mulheres mais influentes da tecnologia pela revistaFastCompany.
—-
• Siga o ‘Link’ no Twitter, no Facebook e no Google+
“Somos todos ciborgues”, disse Case no início de sua palestra no domingo, 11, durante o festival South by Southwest (SXSW), que ocorre em Austin nesta semana. É uma frase de impacto logo de entrada, e que faz você se sentir desconfortável, poderosa, indestrutível, vulnerável e ansiosa pelo futuro do começo ao fim de sua palestra.
Durante toda a história ferramentas foram usadas como uma extensão do corpo físico, mas hoje a tecnologia traz uma extensão mental. Para Amber, o computador e o celular são nossos cérebros externos. “Você tem uma pequena vila de pessoas (gravadas) no celular”, diz Case. Além de uma pilha enorme de fotos, videos e imagens.
Tudo isso traz novos comportamentos que também não nos damos conta. Ela afirma que o celular é o novo cigarro. Basta uma pequena pausa para “acendê-lo”. Convivemos com uma sensação de “jetleg da informação”. Se prestamos atenção ao Twitter, perdemos o controle de e-mail. Se prestamos atenção ao e-mail, perdemos a noção do Facebook.
Como antropóloga que estuda o tema da interação entre homem e máquina, ela afirma que o jeito como lidamos com essas interfaces tecnológicas é o que nos define. Somos ciborgues que em vez de pernas mecânicas, temos supercelulares e outros equipamentos que ampliam nossa capacidade de ouvir, pensar, interagir e nos locomover. E de acordo com ela, esse assunto ainda vai nos surpreender.
Ela aponta o futuro em direção a “calm technology”, em que a ação será em forma de botões, as interfaces serão invisiveis e a interação o ponto de partida de tudo.
* É diretora de planejamento da agência de pesquisa Talk Inc.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Se tiver dúvida, pergunte.